Recentemente numa reunião familiar, ouvi que as embalagens de produtos alimentícios aqui no Brasil estavam entre as mais completas do mundo, no que se refere a informações nutricionais e até mesmo data de validade. Me lembrei do livro do Dr. Otto Wolff, médico alemão com inúmeros trabalhos na medicina antroposófica , chamado "O Que Comemos Afinal?", publicado aqui no Brasil pela Editora Antroposófica, onde dentro de vários conceitos nutricionais, para mim ficou muito forte a abordagem que é feita à respeito da vitalidade dos alimentos. Surge então, uma discussão muito além das quantidades , mas principalmente qual é a qualidade dos alimentos que ingerimos, e mais, será que temos condições de medir a vitalidade de tudo que comemos. Aliás por que comemos? Precisamos da energia, não somos seres autótrofos ( capazes de produzir o próprio alimento ), não fazemos fotossíntese( síntese de moléculas orgânicas ), buscamos no alimento essa energia necessária para a manutenção do corpo. É comum dizermos que este ou aquele alimento dura mais que o outro, não significa porém que seja melhor, muito menos, mais vivo.Tomo como exemplo o tal leite longa vida, o da caixinha, que permanece inalterado por meses nas prateleiras, apesar do nome, que vida existe ali? No último feriado estive na casa do meu irmão em Uberlândia-MG, e me deparei com uma matéria no jornal Correio de Uberlândia, do dia 9 de Junho, no suplemento Cidade, pagina B1 "Leite in natura deve ser evitado", nesta reportagem a coordenadora da Vigilância de Alimentos alertava para o fato de não sabermos a procedencia de alguns produtos distribuídos em carroças pelos bairros, havia inclusive um relato bastante curioso de um mecânico pai de 4 filhos que dizia "Só compro leite de caixinha, porque quando comprei de saquinho eles passaram mal. Imagine então esse natural".
Não quero de maneira alguma questionar as pasteurizações e outros tratamentos dados ao leite, mas se chegar a conclusão de que o leite natural faz mal a saúde é sem dúvida um exagero.
Diariamente tomamos conhecimento de alimentos que previnem isso ou aquilo, outros por sua vez são tidos como vilões ou inimigos número 1 e devem ser banidos da nossa mesa, acredito que devemos nos importar com a integridade dos alimentos, das informações, das pesquisas e claro das pessoas, bom apetite!
