segunda-feira, 25 de junho de 2007

A gente não quer só comida

Recentemente numa reunião familiar, ouvi que as embalagens de produtos alimentícios aqui no Brasil estavam entre as mais completas do mundo, no que se refere a informações nutricionais e até mesmo data de validade. Me lembrei do livro do Dr. Otto Wolff, médico alemão com inúmeros trabalhos na medicina antroposófica , chamado "O Que Comemos Afinal?", publicado aqui no Brasil pela Editora Antroposófica, onde dentro de vários conceitos nutricionais, para mim ficou muito forte a abordagem que é feita à respeito da vitalidade dos alimentos. Surge então, uma discussão muito além das quantidades , mas principalmente qual é a qualidade dos alimentos que ingerimos, e mais, será que temos condições de medir a vitalidade de tudo que comemos. Aliás por que comemos? Precisamos da energia, não somos seres autótrofos ( capazes de produzir o próprio alimento ), não fazemos fotossíntese( síntese de moléculas orgânicas ), buscamos no alimento essa energia necessária para a manutenção do corpo. É comum dizermos que este ou aquele alimento dura mais que o outro, não significa porém que seja melhor, muito menos, mais vivo.
Tomo como exemplo o tal leite longa vida, o da caixinha, que permanece inalterado por meses nas prateleiras, apesar do nome, que vida existe ali? No último feriado estive na casa do meu irmão em Uberlândia-MG, e me deparei com uma matéria no jornal Correio de Uberlândia, do dia 9 de Junho, no suplemento Cidade, pagina B1 "Leite in natura deve ser evitado", nesta reportagem a coordenadora da Vigilância de Alimentos alertava para o fato de não sabermos a procedencia de alguns produtos distribuídos em carroças pelos bairros, havia inclusive um relato bastante curioso de um mecânico pai de 4 filhos que dizia "Só compro leite de caixinha, porque quando comprei de saquinho eles passaram mal. Imagine então esse natural".
Não quero de maneira alguma questionar as pasteurizações e outros tratamentos dados ao leite, mas se chegar a conclusão de que o leite natural faz mal a saúde é sem dúvida um exagero.
Diariamente tomamos conhecimento de alimentos que previnem isso ou aquilo, outros por sua vez são tidos como vilões ou inimigos número 1 e devem ser banidos da nossa mesa, acredito que devemos nos importar com a integridade dos alimentos, das informações, das pesquisas e claro das pessoas, bom apetite!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Bons sonhos

Assim como na letra de Como uma Onda, de Lulu Santos e Nelson Motta, "a vida vem em ondas como um mar...",a natureza se manifesta através de ritmos, e nos esquecemos deles com frequência no nosso cotidiano, mas basta abrirmos nosso coração para nos sentirmos permeados por eles.
Temos então as estações do ano, o Outono marcado por quedas de folhas e dias mais curtos, já na Primavera, flores aparecem para colorir os nossos dias e nos preparar para os dias mais longos e quentes que se aproximam com a vinda do Verão. Os meses nos trazem referências talvez mais práticas, como salários e todas as nossas contas, estes ainda podem ser divididos em semanas, que por sua vez agrupam os dias, que obviamente ainda se fragmentam.Gostaria de falar aqui dos ritmos circadianos (com periodicidade de aproximadamente 24 horas) os mais conhecidos e estudados pela área de saúde. São eventos bioquímicos, fisiológicos e comportamentais, que ocorrem em intervalos regulares, como a secreção de diversos hormônios, a temperatura corpórea ou a alternância entre sono e vigilia. O nosso metabolismo, se dividide em atividades catabólicas e anabólicas, ou seja, durante o dia estamos catabolisando, ou queimando os neurônios como dizemos, mas precisamos de um período para reparar ou anabolisar enquanto dormimos, a clássica a observação que as crianças crescem enquanto dormem, faz todo sentido.
Saber ouvir o corpo, ou mais que isso, entender o funcionamento dessa sagrada estrutura e como ela se manifesta de forma harmônica, suas reais necessidades perante o ritmos diários, é fundamental para ser saudável.
Sabemos que uma série de doenças resultam de uma vida desregrada, o que talvez ainda não tenhamos percebido, é que mudar nossos hábitos e fortalecer esse ritmo é muito mais simples do que imaginamos. Dormir por exemplo, uma prática diária não optativa, mas obrigatória, nos fortalece, recupera e prepara para um novo dia.
Antigamente a falta de sono era vista como consequência de doenças psíquicas, hoje em dia estudos mostram que talvez ela contribua na verdade para o surgimento destas patologias.
Na época em que vivemos onde trabalhamos e produzimos cada vez mais, devemos também atentar para que talvez possamos trabalhar e produzir melhor se dermos o descanso necessário à essa ferramenta tão preciosa, o corpo humano