quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Elegância faz bem à saúde


Acabo de receber este texto e ainda que não tenha checado veracidade do autor, creio que elegância tem tudo a ver com saúde, boa leitura.

"A ELEGÂNCIA DO COMPORTAMENTO"
Henri Toulosse Lautrec
Existe uma coisa difícil de ser ensinada e
que, talvez por isso, esteja cada vez mais
rara: a elegância do comportamento. É um dom
que vai muito além do uso correto dos
talheres e que abrange bem mais do que dizer
um simples obrigado diante de uma gentileza.
É a elegância que nos acompanha da primeira
hora da manhã até a hora de dormir e que se
manifesta nas situações mais prosaicas,
quando não há festa alguma nem fotógrafos
por perto. É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que
elogiam mais do que criticam. Nas pessoas
que escutam mais do que falam. E quando
falam, passam longe da fofoca, das pequenas
maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não
usam um tom superior de voz ao se dirigir a
frentistas, por exemplo. Nas pessoas que
evitam assuntos constrangedores porque não
sentem prazer em humilhar os outros. É
possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por
assuntos que desconhece, é quem presenteia
fora das datas festivas, é quem cumpre o que
promete e, ao receber uma ligação, não
recomenda à secretária que pergunte antes
quem está falando e só depois manda dizer se
está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante. É
elegante não ficar espaçoso demais. É
elegante você fazer algo por alguém, e este
alguém jamais saber o que você teve que se
arrebentar para o fazer... porém, é elegante
reconhecer o esforço, a amizade e as
qualidades dos outros.
É elegante não mudar seu estilo apenas para
se adaptar ao outro. É muito elegante não
falar de dinheiro em bate-papos informais. É
elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não
substituem a elegância do gesto. Não há
livro que ensine alguém a ter uma visão
generosa do mundo, a estar nele de uma forma
não arrogante. É elegante a gentileza.
Atitudes gentis falam mais que mil
imagens... Abrir a porta para alguém é muito
elegante... Dar o lugar para alguém
sentar... é muito elegante... Sorrir sempre
é muito elegante e faz um bem danado para a
alma... Oferecer ajuda... é muito
elegante... Olhar nos olhos ao conversar é
essencialmente elegante...
Pode-se tentar capturar esta delicadeza
natural pela observação, mas tentar imitá-la
é improdutivo. A saída é desenvolver em si
mesmo a arte de conviver, que independe de
status social: Se os amigos não merecem uma
certa cordialidade, os desafetos é que não
irão desfrutá-la.
* Adaptação de texto extraído do Livro:
EDUCAÇÃO ENFERRUJA POR FALTA DE USO

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Eu acredito em Palhaço


Acompanho o trabalho dos Doutores da Alegria (http://www.doutoresdaalegria.org.br/) faz algum tempo, pois além de ter uma admiração antiga pela idéia, tenho entre meus pacientes, a Thais uma amiga que integra essa turma e sempre que volta em consulta me traz as novidades. Recebo eletronicamente a Gazeta dos Doutores da Alegria, fico sabendo o que eles andam aprontando Brasil à fora e quando posso participo de alguma atividade.
No dia 10 de Julho, fui à uma apresentação de um trabalho dos Doutores na Associação Paulista de Medicina, o projeto chamado"Memórias de Pacientes", mais uma vez fiquei muito bem impressionado com o que vi, a seriedade, a dedicação e carinho com que tudo é conduzido realmente marcam todo trabalho. Não encontrei minha amiga nessa noite, mas no final do evento tive uma oportunidade bastante especial de trocar algumas palavras com o Wellington Nogueira, fundador dos Doutores, me impressionei com a atenção dedicada naqueles minutos e com o brilho no seu olhar durante toda nossa conversa.
Trocamos cartões e ele me disse que gostaria de conhecer o Instituto em que trabalho com deficientes intelectuais, fiquei meio sem saber como deveria proceder após o primeiro contato e confesso que havia assumido uma posição de fã, mas ainda assim enviei um e-mail no dia seguinte agradecendo a oportunidade e ele me confirmou que estaria fora em Julho, mas que aquele tinha sido apenas um primeiro contato de muitos.
Passado algum tempo, retomei o contato via e-mail relembrando toda aquela estória e sua secretária me ligou com algumas datas que poderia encontrá-lo na sede dos Doutores. Ontem tive o privilégio de me encontrar com o Wellington e confirmar toda minha expectativa com relação ao seu trabalho e principalmente sua pessoa, um cara verdadeiro e comprometido com o que faz e por isso mesmo só posso, além de agradecer, dizer EU ACREDITO EM PALHAÇO!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dia Nacional de Doação de Leite Humano


Hoje se comemora o dia nacional de doação de leite humano, assim como bancos de sangue clamam por doadores, com os bancos de leite a situação não é diferente. Apoie e incentive essa idéia, divulgue entre as pessoas que você tem contato e se precisar de um socorro, uma boa dica é SOS amamentação através do fone 0800268877. Atitude é o que interessa, doação é uma ótima, então doe leite, a vida agradece.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Os Domingos precisam de feriados

Recebi dia desses esse texto e resolvi compartilhá-lo na íntegra, por achar que as pessoas que visitam meu blog se identificariam com o conteúdo, boa leitura.

OS DOMINGOS PRECISAM DE FERIADOS
(Rabino Nilton Bonder)
Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica.
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de
produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.
Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como
fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa. Onde não há
pausa, a vida lentamente se extingue.
Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser
suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga,
onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se
torna uma necessidade do planeta.
Hoje, o tempo de 'pausa' é preenchido por diversão e alienação. Lazer
não é feito de descanso, mas de ocupações 'para não nos ocuparmos'. A
própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a
incapacidade de parar é uma forma de depressão.
O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas
condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia.
Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de
dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia
pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma
expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao
próximo..
Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a
televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem
dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar
e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN
inventou um tempo linear que só pode parar no fim.
Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem
acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo
fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se
confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios
precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas
férias, o domingo de um feriado...
Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'. Saímos
da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI - um dia
seremos nossos?
Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca
fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por
tão poucos...
Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.
O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair - literalmente,
ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com
sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é 'o que
vamos fazer hoje?' - já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma
longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de
Domingo.
Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se
mortalmente. É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa
alegria - o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.
Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A
pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá
sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as
pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo
terminou e quando algo vai começar.
Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do
que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
* Texto do Rabino Nilton Bonder, da Congregação Judaica

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Saúde à Aliança Pela Infância

Eis uma iniciativa em prol da saúde, no último sábado na UMAPAZ (Universidade Aberta do Meio Ambiente e da Cultura de Paz), tive o prazer de dividir uma palestra com a dra. Marly Pedra, onde abordamos o tema "Nutrição Infatil". A Aliança desenvolve um papel importantíssimo no que diz respeito ao brincar como atividade essencial do desenvolvimento da criança, tem no seu logotipo a imagem do sol interior que todos nós possuímos e trabalha com o resgate de brinquedos, brincadeiras e atitudes que promovem e protegem as crianças do mundo todo.
Me sinto honrado mais uma vez pelo convite e espero ter outras oportunidades de compartilhar conhecimento com esse pessoal da Aliança que leva a criança muito à sério. Não deixem de acompanhar as atividades dessa turma em http://www.aliancapelainfancia.org.br/ e em Novembro tem o Segundo Fórum Internacional da Aliança Pela Infância no SESC Pinheiros dias 19, 20 e 21.
Nos vemos lá, saúde à todos.





sábado, 9 de agosto de 2008

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Para encontrar a saúde, saia de férias !


Sou um cara que adoro o que faço e por isso não tem Segunda-feira que me abale, claro que os momentos com minha esposa e filhas são insubstituíveis e para mim não há melhor companhia. Durante a semana temos um ritmo bastante acelerado e no consultório as queixas dos pacientes vão muito além de problemas dentários, quase todas elas passam pela falta de tempo e sempre pinta uma insatisfação com a vida que levam. Recentemente meu irmão me emprestou o livro "Executivos, Sucesso e InFelicidade" de Betania Tanure, professora da Fundação Dom Cabral, que realizou pesquisa com 965 executivos e abordou a relação entre o sucesso profissional e as felicidades e infelicidades que permeiam a vida dos executivos.
Houve uma época, podem acreditar os mais novos, que para 11 meses trabalhados se tinha direito a 1 mês de férias, isso é uma lei seja aqui ou em qualquer lugar e sempre será pois é uma lei biológica, assim como temos o final de semana para a pausa semanal e o final do dia para a pausa diária, eu sei que as vezes não nos damos conta disso, mas acreditem isso é prejudicial à saúde.
Acabo de chegar da minha primeira semana de férias, tive o prazer de compartilhar uma semana com um dos meus irmãos e sua família, minhas filhas curtiram muito esse contato com os primos de longe, eu e minha esposa pusemos todos os assuntos em dia, nos mais de 1600km de viagem de carro. É engraçado que lá não paramos um minuto, andávamos o dia todo e depois de dirigir por 9 horas ontém, estamos recuperados e renovados, só lembrando semana que vem vai dar praia.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Correndo atrás de saúde



É fato que hoje em dia o esporte, pelo menos em alto nível, pouco tem de saúde. Desde pequeno sempre pratiquei muita atividade esportiva, mas quase todas elas por pura brincadeira, a exceção do futebol que durante algum tempo fui federado e até recebi uns trocados com o futsal, vale lembrar que não prossegui no futebol por falta de qualidade e não de empenho, pois os treinos físicos sempre me agradaram. Quando deixei de jogar o futebol de campo e no futsal passei a jogar nos times de bairro com os amigos, um pouco depois entrei na faculdade onde joguei minhas últimas partidas e quando me formei praticamente não me dediquei à nenhuma atividade física até o início do ano passado quando resolvi começar a correr.
Sem muita disciplina, iniciei minhas caminhadas pelas ruas do bairro, num percurso bastante plano algumas vezes inclusive com meu cachorro Sancho, com o tempo comecei a correr pequenas distâncias em ritmo bem tranquilo. Na medida em que ia me acostumando fui aumentando a velocidade e o trajeto e comecei a treinar para provas de 10 km que corri ao longo de 2007, durante todo o ano tive melhoras no meu tempo e ao chegar no mês de Dezembro achei que conseguiria concluir a tão sonhada São Silvestre, uma prova que me lembro ter vontade de participar desde os tempos de garoto. Sabia que dificilmente percorreria toda a prova correndo, imaginava andar depois de completar 11km, mas o fato é que comecei a andar logo aos 4 ou 5km e não encontrei forças para manter um ritmo mais rápido, posso dizer que caminhei a São Silvestre em pouco mais de 2 horas.
Terminava o ano e junto com ele minha esperança de correr a Meia Maratona em Abril. No final de Janeiro recebi um incentivo em forma de desafio do meu cunhado triatleta, ele havia feito sua inscrição e me mandou uma intimação por e-mail do tipo "ainda dá tempo de treinar". Topei o desafio, fiz a inscrição e comecei a me dedicar um pouco mais aos treinos, estipulei uma condição para mim mesmo; só correria se pudesse completar a prova bem.
Depois de quase 3 meses de planejamento, algumas bolhas nos pés e uma estratégia de corrida seguida à risca, agradeço o estímulo e o apoio do meu cunhado e recomendo para todo mundo, pé na estrada.



9ª Meia Maratona Corpore da Cidade de São Paulo - 13/04/2008Alexandre RabboniNúmero: 3329Equipe: AvulsoFaixa etária: M3539Sexo: Masculino
Tempo Oficial: 02:08:16Classificação Geral: 3313/5273 Classificação Faixa: 549/785Classificação Sexo: 2968/4404Ritmo: 06:04 min/km
Tempo Líquido: 02:05:51Classificação Geral: 3472/5273Classificação Faixa: 578/785Classificação Sexo: 3104/4404Ritmo: 05:57 min/km

segunda-feira, 17 de março de 2008

Trânsito, um ritmo que tem feito mal à nossa saúde





Na última semana foi registrado na cidade de São Paulo índices superiores à 200km de vias paradas nos chamados horários de pico, é bem verdade que em qualquer hora do dia alguns pontos estão sempre congestionados. A mídia tem destinado bastante espaço sobre o tema, esse assunto está em evidência em qualquer canto da cidade, principalmente acompanhado de atrasos e um desgaste físico e emocional cada vez mais preocupantes.

Por aqui estamos sempre sem tempo, correndo como uns loucos e sonhando viver num ritmo de vida mais tranquilo, muita gente acredita que só seja possível atingir esse sonho fora de São Paulo, outros ares, um pouco mais de tempo e muito provavelmente outros problemas que não o transito.

Muitas são as opiniões das pessoas que sofrem com essa lentidão, mas quase todos clamam por transporte público, creditam boa parte da culpa à má vontade dos nossos governantes e não olhamos para nós mesmos, já faz algum tempo me dei conta que a única coisa que podemos mudar é dentro de nós, temos que praticar aquilo que acreditamos, por uma questão ética de não nos trairmos, quem sabe, poderemos inspirar o outro à mudar por ele mesmo, à partir da sua percepção e mais que isso da sua atitude.