segunda-feira, 21 de março de 2011

Massagem rítmica atua contra doenças



Com movimentos suaves de sucção, a técnica imita o pulsar do coração e combate problemas circulatórios, respiratórios e digestivos.
Desenvolvida a partir da massagem clássica, a massagem rítmica nasceu no início do século 20. Porém, diferente das demais técnicas, baseia-se no conhecimento global do ser humano e as interações entre os sistemas neuro-sensorial (cabeça), rítmico (tronco) e metabólico-motor (abdômen e membros).
"São dois os pontos centrais da massagem rítmica: a revitalização e harmonização do corpo", diz Márcia Marques, massagista responsável pela formação em massagem rítmica no Brasil.
Os movimentos são bem suaves, com toques de sucção e não de pressão. “A mão pulsa como um coração sobre a pele, estimulando todo sistema rítmico, o que promove a saúde em todo o organismo", completa a especialista.
Embora seja prazerosa, seu objetivo não é o relaxamento. Segundo a pneumologista e alergologista Elaine Marasca, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Antroposófica (ABMA), a massagem rítmica é potente auxiliar no tratamento de diversas patologias.
“Trata-se de um método curativo, indicado para harmonizar os sistemas do organismo. Pode ser especialmente efetiva em distúrbios circulatórios (hipertensão ou hipotensão), respiratórios (como asma), digestivos (como intestino preso), neurológicos (como esclerose múltipla) e psicológicos (como estresse). Também se beneficiam pacientes com depressão, insônia, enxaqueca, obesidade, deficiências imunológicas”, diz a médica.
É indicada para pessoas de todas as idades. A restrição é feita somente em casos de febre ou processos infecciosos e inflamatórios, pois os movimentos na pele podem estimulá-los.
Os movimentos
Na massagem rítmica, a mão do terapeuta executa toques circulares e de sucção fazendo fluir os líquidos, oxigenando e aquecendo todo o organismo.
“Ritmos como a mudança de estações do ano, acordar e adormecer, inspirar e expirar, são representados por meio dos ritmos de ligar e soltar dos toques", explica a terapeuta Márcia Marques. O resultado é bem-estar geral. “Principalmente porque atua onde havia energia estagnada”, completa a médica Elaine Marasca.

A massagista Márcia Marques, especialista em massagem rítmica, realiza manobras circulares pelas costas da paciente
Na aplicação da massagem rítmica também são empregados óleos e pomadas. "Dependendo do diagnóstico do paciente é utilizado determinado tipo de produto. O óleo essencial de lavanda, por exemplo, acalma e relaxa, já o de alecrim é mais estimulante. As pomadas derivadas de combinações com metais – cada metal corresponde a um órgão do nosso corpo segundo a medicina antroposófica – para fricções em determinados órgãos também são usadas dependendo da necessidade ", diz Márcia. Para um tratamento médico, são indicadas 10 sessões, de uma hora cada, realizadas duas vezes por semana. “Tudo segue um ritmo e deve ter começo, meio e fim”, argumenta a médica Elaine. Mas diante de um problema pontual – como uma dor aguda–, duas ou três sessões podem ajudar. “ A sensação de bem-estar é imediata”, garante Márcia Marques.

segunda-feira, 14 de março de 2011

"A Imperatriz Adverte: Sambar Faz Bem À Saúde"


Os Doutores da Alegria são homenageados pela comissão de frente da Imperatriz Leopoldinense, que fez enredo sobre a história da Medicina.


Uma viagem pelo tempo leva a Imperatriz a passear pela história da Medicina, conhecendo a sua origem e o seu desenvolvimento. A arte de salvar vidas deve ter sua importância enaltecida e merece essa grande homenagem oferecida pelos leopoldinenses. Deixe o tempo te levar...
Desperta a Velha África. Desperta do solo africano o poder de curar.
Nos primórdios de sua existência, o homem encontrava na caça de animais e na coleta de espécies vegetais, os meios para sua sobrevivência. Nômade por excelência, nutriu-se dos elementos naturais encontrados para exercer o poder da cura. Praticava rituais que buscavam o autoconhecimento e o equilíbrio do ser, através das manifestações da natureza e da compreensão de seus fenômenos.
Os sacerdotes africanos, primeiros praticantes da mágica arte da cura, evocavam a sabedoria da mãe-natureza para aprender o perfeito modo de utilização das plantas, raízes e ervas medicinais.
Batidas de tambor. Danças. Ervas. Curandeiros. Uma viagem espiritual ao encontro das formas de proteção e controle do corpo. A cura estava diretamente ligada à magia e à crença na força dos poderes da natureza e seus elementos.
Com o passar do tempo, diversas outras civilizações pelo mundo passaram a desenvolver seus próprios pensamentos médicos. Dentre elas, pode-se citar os hindus, fundadores da Ayurveda (Ciência da Vida); os semitas em geral, que acreditavam na noção de que a doença era um castigo divino; os mesopotâmios que viam uma relação entre a movimentação dos astros, a mudança das estações e as doenças; os chineses, através de sua medicina tradicional que se baseava na cura por plantas e outros elementos naturais; e, principalmente, os egípcios.
O esplendor da civilização do Egito Antigo trouxe a evolução do conhecimento de diversos procedimentos médicos, o uso de numerosas drogas e a realização de pequenas cirurgias, além da técnica da mumificação, marcando a história da arte de curar.Um traço comum entre essas sociedades citadas é a profunda relação entre a religião e a prática da cura. Seus povos, diferentemente do homem pré-histórico, acreditavam na existência de deuses superiores aos homens, que seriam os verdadeiros responsáveis pela saúde e pela doença. Os deuses, não só eram os detentores do poder de curar e dos conhecimentos médicos, mas também respondiam pelo desequilíbrio do corpo humano e pelo envio das doenças e enfermidades.
A cura mítica ainda era a base da crença do povo da Antiguidade. A magia e a religião se enlaçavam e influciavam a prática médica.
O povo da grande Grécia, inicialmente, sustentava suas crenças em sua mitologia, na qual os poderosos deuses influenciavam a vida e a morte, tendo o poder de curar ou provocar doenças. Os gregos acreditavam que a doença era um severo castigo dos céus, enquanto a cura, uma benção divina. Nos templos de Asclépio, Deus grego da Medicina, se realizavam rituais para curar, englobando banhos e poções para relaxar e adormecer, já que a cura deveria vir com os sonhos, durante o sono do enfermo.
Com o desenvolvimento do valor humanístico na Grécia, a prática da cura tomou um caráter racional, empregado principalmente por Pitágoras, o que possibilitou o surgimento de uma medicina verdadeiramente científica. Hipócrates, o pai da medicina desenvolveu métodos que se baseavam na filosofia, no raciocínio e na lógica, idealizando um modelo ético e humanista da prática médica.
A objetividade e a precisão se tornaram elementos imprescindíveis para o diagnóstico das enfermidades, sendo necessária a separação da Medicina da noção religiosa. Os estudos realizados pelos médicos passaram a substituir a fervorosa crença nos deuses e na cura pela magia pela observação empírica de seus pacientes.
Com o início do período da Idade Média, a ciência médica, assim como a vida humana, passou a ser dominada pela Igreja Católica. Esta, abafou o desenvolvimento científico e filosófico, trazendo tempos de trevas e pouca evolução para a Medicina. O conhecimento era restrito ao ambiente católico, tendo os monges como principais pensadores, que deveriam basear seus estudos na fé e na salvação da alma, ao invés da evolução científica. Para a Igreja Católica, o corpo do homem era intocável à dissecação, pois este representava o corpo de Cristo, considerando o estudo de anatomia algo pagão e inumano.
A desprezível falta de noção higiênica da sociedade medieval possibilitava a proliferação de diversas doenças, que se tornavam verdadeiras epidemias. A peste negra aterrorizou a população europeia e assolou o continente, deixando fortes marcas em seu chão.
Da escuridão, renasce a esperança com o surgimento do movimento humanista, no qual era centrado o Renascimento europeu. Um novo jeito de pensar. Uma nova mentalidade. O homem é o centro do universo. Em total contraponto à era medieval, o período renascentista trouxe diversos avanços e descobertas científicas para a Medicina. As universidades passaram a se distanciar das bases religiosas e dos credos eclesiásticos, focando nos estudos de anatomia e fisiologia, muito pesquisados por Leonardo da Vinci (pai da anatomia), Versalius e Michelangelo.
Brilha. Reluz o século das luzes. Com o advento do Iluminismo, correntes filosóficas surgem na Medicina, enfatizando o uso da razão e da ciência para explicar o universo. Um grande desenvolvimento das especialidades médicas, como a Cardiologia, a Obstetrícia e a Pediatria tiveram um grande destaque, apresentando novos caminhos para a evolução da medicina moderna. A criação do microscópio, do termo célula, da homeopatia, além das diversas descobertas na física, química e outras áreas, foram importantes acontecimentos iluministas, que possibilitaram o progresso da Medicina em geral.
Todas as evoluções demonstradas nos períodos anteriores se tornaram base para o grande desenvolvimento que a Medicina contemporânea apresentou e continua a nos apresentar. Sua evolução é constante e surpreendente. A imunização preventiva, a descoberta do raio X, a descoberta de novos medicamentos, e a cirurgia plástica são frutos deste esforço da Ciência Médica. Apesar dos debates éticos trazidos pela sociedade civil, os estudos de genética e células artificiais trazem esperança para a criação de novos remédios e vacinas preventivas. Além disso, a evolução dos estudos do DNA, traz os segredos da “Chave da Vida”, possibilitando o desenvolvimento de pesquisas relativas à clonagem.
A Medicina e a arte de curar estão sempre em evolução. O estudo e as pesquisas são extremamente necessários, para que a construção de novas técnicas de cura ou novas formas de prevenção a doenças surjam.Povo do Brasil, povo carioca, de bem com a vida, feliz e festeiro, vai buscar no carnaval e no samba a sua felicidade e a cura para os seus problemas. O brasileiro encontra o seu bem-estar ao vestir a sua fantasia e passar pela passarela da imaginação, ao ouvir a batucada da bateria, ao sentir o pulsar do surdo como se fosse o seu próprio coração, ao ouvir a melodia do cavaquinho, ...
O povo quer sambar, quer encontrar uma forma de esquecer os seus problemas. Sai pra lá, dengue! Sai pra lá gripe suína!
O que resta a este povo guerreiro é a felicidade. Rio de Janeiro, palco do maior carnaval do mundo. Venha para cá e encontre no samba a cura para a sua dor. Deixe o prazer do samba e do carnaval dominarem seu corpo. Com o prazer que sentimos, nosso corpo libera uma substância chamada endorfina. Esse hormônio, ao ser liberado, viaja pelo nosso organismo, oferecendo uma sensação de bem-estar, conforto, tranquilidade e felicidade.
Sinta o “hormônio da alegria” correr e alivie a sua dor sambando. O samba também faz bem para o corpo e para a mente.
Além disso, devemos reconhecer os grandes esforços dos médicos brasileiros, que tentaram, de diversas formas, trazer saúde ao nosso povo e conhecimentos para a evolução de novas técnicas médicas. Oswaldo Cruz. Carlos Chagas. Vital Brazil. Ivo Pitanguy. E muitos outros.Parabéns médicos brasileiros! Parabéns médicos de todo mundo!
Não perdendo o espírito carnavalesco, podemos afirmar que, mesmo com toda a evolução que a Medicina tem nos apresentado e com todo o seu desenvolvimento, de acordo com a letra da marchinha dos antigos carnavais, ainda está pra nascer o doutor que cure a eterna dor de cotovelo.

“Penicilina cura até defunto
Petróleo bruto faz nascer cabelo
Mas ainda está pra nascer,
O doutorQue cure a dor de cotovelo”
Marchinha de Klécus Caldas e Armando Cavalcanti