Fim de semana me lembrei, de uma tirinha de jornal assinada pelo ótimo Maurício de Souza, em sua Turma do Penadinho, que mostrava no início pessoas tristes em um funeral e no final outras(digo outras pois não sei bem ao certo se eram pessoas ou espíritos) alegres pois estavam recebendo alguém desse outro lado. Na época recortei, e tenho isso guardado sabe-se lá onde, pois tinha uma alusão clara à morte, tratada de maneira leve e talvez até tentando trazer conforto à quem se encontrava como no início da tirinha. Deixe-me dizer logo que não perdi ninguém recentemente, na verdade minha experiência se deu no aeroporto de Congonhas, lá no desmbarque enquanto esperava minha mãe que voltava da casa do meu irmão em Uberlândia. Como ela demorou para sair, pude observar algumas pessoas que passavam por aquela porta automática, via de regra a grande maioria chegava com um sorriso estampado no rosto e também era recebida com a mesma alegria incontida por algum parente ou amigo próximo, claro que tinha aqueles das plaquinhas, empresa tal e hotel sei lá o que, em pleno sábado cedinho...
Me chamou muito a atenção uma figura de quase 2 metros e calção amarelo, que não parava quieto cada vez que se abria aquela porta, de repente entendi o motivo de tamanha ansiedade, ele se ajoelhou e percebi que dali sairiam justificativas de sobra para aquela agitação, correram aos seus braços dois filhos e logo atrás a esposa. Fiquei observando o tamanho dos sorrisos, das bagagens e tentando imaginar quanto tempo separava cada encontro daquele, no meu caso só uma semana e já tinha uma pontinha de saudade, com certeza ali tinham pessoas que não se viam há muito. Para cada novo encontro, uma nova oportunidade, uma outra chance de mudar o que nos incomoda ou mesmo manter o que já conquistamos, o esforço deve ser diário e sempre temos a opção de recomeçar.
Logo então, imaginei o outro lado do aeroporto, no saguão de embarque, lágrimas rolam algumas vezes por um período que será breve , outras sem nem sequer data de retorno, só não podemos esquecer que de qualquer forma do outro lado haverá um desembarque, alguém esperando, mesmo que seja um desconhecido com a plaquinha na mão.
Me chamou muito a atenção uma figura de quase 2 metros e calção amarelo, que não parava quieto cada vez que se abria aquela porta, de repente entendi o motivo de tamanha ansiedade, ele se ajoelhou e percebi que dali sairiam justificativas de sobra para aquela agitação, correram aos seus braços dois filhos e logo atrás a esposa. Fiquei observando o tamanho dos sorrisos, das bagagens e tentando imaginar quanto tempo separava cada encontro daquele, no meu caso só uma semana e já tinha uma pontinha de saudade, com certeza ali tinham pessoas que não se viam há muito. Para cada novo encontro, uma nova oportunidade, uma outra chance de mudar o que nos incomoda ou mesmo manter o que já conquistamos, o esforço deve ser diário e sempre temos a opção de recomeçar.
Logo então, imaginei o outro lado do aeroporto, no saguão de embarque, lágrimas rolam algumas vezes por um período que será breve , outras sem nem sequer data de retorno, só não podemos esquecer que de qualquer forma do outro lado haverá um desembarque, alguém esperando, mesmo que seja um desconhecido com a plaquinha na mão.
4 comentários:
A única coisa que posso comentar é que acabei de descobrir que meu dentista, além de terapeuta, é um verdadeiro filósofo.
Parabéns pela sensibilidade demonstrada em cada palavra.
Que você possa compartilhar essa sabedoria com muitas outras pessoas.
Olá Suzi,a idéia é justamente compartilhar, como você bem disse, informações e conhecimento nessas inquietações que surgem no consultório e também nas minhas andanças como palestrante. Seja bem vinda ao meu Blog e obrigado por suas palavras.
Lindo texto Xandão, sinto isso na pele quase sempre que viajo a serviço para São Paulo, pois normalmente encontro minha mãe, irmãos, cunhadas e sobrinho (as), mas deixo filhos e esposa em Uberlândia, ou então quando viajo de moto, pois apenas o Lucas costuma de acompanhar. Minha expectativa é pelo tempo em que poderemos viajar os quatro juntos de moto, será memorável. Até lá vamos viajando sempre sentindo prazer pelos que veremos e tristeza pelos que deixamos...
Obrigado Edu
O grande barato é que para reencontrarmos essas pessoas queridas, temos que em algum momento deixá-las... é como um respirar ou o pulsar do coração,inspirar e expirar, apertar e soltar, conter e libertar.
Grande beijo
Até dia 15
Postar um comentário