
Idec divulga pesquisa sobre brindes em redes de fast food 27/10/2009
A tática é velha, mas ainda é bastante rentável para cadeias como McDonald’s, Bob’s, Burger King, Giraffas e Habib’s. Com o objetivo de atrair crianças, todas têm como principal estratégia promoções que conjugam lanches e brinquedos. É o que aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumido (Idec), divulgada em 16 de outubro. Coordenado pela Consumers International (CI), o estudo analisou a comunicação mercadológica e a composição nutricional de promoções de redes de fast food voltadas às crianças. As duas principais conclusões foram que, de fato, os lanches com brindes exercem forte influência no consumo infantil e que, além de excesso de açúcar e gordura, os combos carregam no sódio. O Mc Lanche Feliz, por exemplo, tem 254% da dose diária recomendada e o Tri Kids, do Bob’s, 386%.“Diante destes fatos, é imprescindível que se regulamente a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil no Brasil, especialmente quando o produto anunciado for alimentício. Não se pode mais permitir que as crianças brasileiras sejam expostas a esse tipo de apelo”, diz Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo. Ela lembra que, segundo o Ministério da Saúde, 30% das crianças brasileiras já estão com sobrepeso e 15%, obesas. Além do apoio do IDEC para realizar a pesquisa no Brasil, a Consumers International contou com a colaboração de entidades de defesa do consumidor em mais 13 países (Argentina, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Fiji, Holanda, Índia, Itália, Malásia, Peru, Reino Unido, República Tcheca e Cingapura). O estudo foi apresentado durante a mesa-redonda “Mudanças nos hábitos de consumo de alimentos e saúde”, organizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (Nepa) da Unicamp e pelo Idec. Isabella Henriques participou das discussões ao lado de Lisa Gunn e Vera Barral, respectivamente, coordenadora executiva e técnica da área de testes e pesquisas do Idec; Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, procurador da República; Renata de Araújo Ferreira, especialista em regulação da Anvisa; e Flávia Mori Sarti Machado, professora de gestão de políticas públicas da USP.Consumers International - Junk Food Generation Campaign
A tática é velha, mas ainda é bastante rentável para cadeias como McDonald’s, Bob’s, Burger King, Giraffas e Habib’s. Com o objetivo de atrair crianças, todas têm como principal estratégia promoções que conjugam lanches e brinquedos. É o que aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumido (Idec), divulgada em 16 de outubro. Coordenado pela Consumers International (CI), o estudo analisou a comunicação mercadológica e a composição nutricional de promoções de redes de fast food voltadas às crianças. As duas principais conclusões foram que, de fato, os lanches com brindes exercem forte influência no consumo infantil e que, além de excesso de açúcar e gordura, os combos carregam no sódio. O Mc Lanche Feliz, por exemplo, tem 254% da dose diária recomendada e o Tri Kids, do Bob’s, 386%.“Diante destes fatos, é imprescindível que se regulamente a comunicação mercadológica dirigida ao público infantil no Brasil, especialmente quando o produto anunciado for alimentício. Não se pode mais permitir que as crianças brasileiras sejam expostas a esse tipo de apelo”, diz Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo. Ela lembra que, segundo o Ministério da Saúde, 30% das crianças brasileiras já estão com sobrepeso e 15%, obesas. Além do apoio do IDEC para realizar a pesquisa no Brasil, a Consumers International contou com a colaboração de entidades de defesa do consumidor em mais 13 países (Argentina, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Fiji, Holanda, Índia, Itália, Malásia, Peru, Reino Unido, República Tcheca e Cingapura). O estudo foi apresentado durante a mesa-redonda “Mudanças nos hábitos de consumo de alimentos e saúde”, organizada pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas em Alimentação (Nepa) da Unicamp e pelo Idec. Isabella Henriques participou das discussões ao lado de Lisa Gunn e Vera Barral, respectivamente, coordenadora executiva e técnica da área de testes e pesquisas do Idec; Márcio Schusterschitz da Silva Araújo, procurador da República; Renata de Araújo Ferreira, especialista em regulação da Anvisa; e Flávia Mori Sarti Machado, professora de gestão de políticas públicas da USP.Consumers International - Junk Food Generation Campaign
2 comentários:
Querido Dr e irmão Alexandre, entendo que o problema é bem mais embaixo....não se trata de brigarmos contra a idade em que começaremos a comer junk food e sim de pararmos de consumir junk food. É como fazemos com álcool e cigarro, podem ser consumidos, mas sabe-se que causam no mínimo câncer. Se não for um apelo mais radical, continuaremos a achar que é normal que adolescentes do mundo todo (note: mundo todo pois agora temos a globalização)tenham excesso de triglicerídeos e/ou de colesterol, e nesse caso não há apelo de Mc Lanche feliz...Aliás tenho notado por estas bandas que cada vez nossos jovens começam a consumir álcool mais cedo, graças aos coolers, estratégias das empresas de bebidas em oferecerem bebida alcoólicas com mais teor de açúcar para facilitar a iniciação...que pena!
Grande Edu,
a sacanagem está justamente nessa tal iniciação como você citou por exemplo o açúcar, focar a criança para fidelizar o novo viciado o quanto antes é um absurdo, sempre tivemos as gôndolas com guloseimas mais baixas e as propagandas voltadas aos pequenos, mas cabe a cada adulto, pai e educador, a promoção de saúde através do filtro que devemos fazer. Supermercado e televisão não são lugares de criança e isso é problema nosso, mais valem as atitudes, os exemplos, do que qualquer comercial.
Agradecido por sua visita
grande beijo.
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